Empreendedorismo

03/12/2020 / 10 meses ½ atrás

Como o código de barras pode ajudar no combate aos produtos falsificados?

Como o código de barras pode ajudar no combate aos produtos falsificados?

Fonte: Imagem do acervo do site Pexels.

Muita gente consome mercadorias piratas por acreditar que está pagando barato. Inevitavelmente, a conta chega e os prejuízos aparecem.

 

Além de prejuízo para a economia, chegando em forma de desemprego para a população, o uso de produtos falsos também a saúde das pessoas.

 

Os principais produtos que envolvem prejuízos à saúde de quem consome produtos falsos são tênis, óculos escuros e de grau, e cigarros. Além disso, podemos citar roupas de grife, bolsas, perfumes importados e celulares de alto valor agregado, todos esses itens falsificados.

 

Infelizmente, o Brasil se tornou um grande mercado para quem pretende comprar e comercializar produtos falsificados, graças à dificuldade na obtenção de renda da população ou dos baixos salários oferecidos para a maioria dos brasileiros.

 

Ao consumir produtos falsificados, que muitas vezes, nem sequer são produzidos no Brasil, a venda de produtos originais de fabricação nacional cai, a arrecadação das empresas cai também e, consequentemente, não há contratação de novos funcionários.

 

Ou seja, quem consome mercadoria falsa por estar com pouca ou nenhuma renda acaba alimentando um ciclo que o prejudicará mais na frente.

 

Sabendo disso, é possível utilizar os códigos de barras como meio de prevenção à falsificação de produtos e aquecer novamente a economia nacional?

 

Para responder essa pergunta, a EAN Global  explicará como você pode evitar a falsificação de produtos, desde a compra até a venda:

 

Origem dos produtos falsificados

 

Apesar de a comercialização de produtos falsos ser muito popular no Brasil, a origem da falsificação não é de criação nacional.

 

Afinal, precisa de uma grande estrutura de fabricação para abastecer essa indústria, e já sabemos que a industrialização no Brasil vem baixando a cada ano. De acordo com o IBGE, 70% do PIB nacional é abastecido pelo setor de serviços.

 

A partir dessa premissa, concluímos que o Brasil é apenas um dos locais de passagem dessa mercadoria. Mas, qual será o caminho da pirataria mundial?

 

Segundo um estudo da OCDE e da UE, a China é o maior principal envolvido na produção de mercadoria falsificada, enquanto países como Emirados Árabes Unidos, Cingapura e Hong Kong são os maiores portos de parada dessas mercadorias.

 

Além disso, o estudo mostra como o envio de mercadorias falsificadas tem se intensificado via correios oficiais, graças ao comércio eletrônico e remessas postais.

 

Malefícios dos produtos falsificados

 

No Brasil, existem dezenas de agências reguladoras que muitas vezes mais atrapalham a população do que ajudam, basta ver a atuação da Anvisa durante a pandemia do Covid-19.

 

Entretanto, se possuir regulação demais pode ser um entrave para as empresas, não possui regulação alguma traz um malefício maior ainda. Há registros de bebidas, medicamentos e material cirúrgico falsificado, obviamente produzido fora do Brasil.

 

Para a saúde do usuário, podemos citar o uso de óculos escuros, peças automotivas, cigarros e bebidas alcoólicas. Além disso, o uso de brinquedos ou tênis é o outro fator de grande risco para a população, visto que é consumido de maneira ilegal em larga escala.

 

Graças ao aumento de comercialização via marketplaces, por exemplo, AliExpress ou Wish, o envio de mercadorias falsas por rotas legais dificulta o enfrentamento do problema.

 

Com a comercialização de mercadoria falsa, a entrada e saída de produtos, tanta para a China quanto para o Brasil, é algo positivo para quem pratica o delito. Isso porque um país lucra com a venda das mercadorias e outro com a recepção de impostos no país.

 

Importância do combate à pirataria

 

No Brasil, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria - CNCP é responsável por tratar da questão de maneira centralizada, onde é constituído por órgãos do poder público e entidades da sociedade civil.

 

Como dito anteriormente, o combate a pirataria ajuda não somente a indústria, comércio quanto à saúde da população.

 

Imagine só comprar uma boneca para sua filha, cair uma pecinha e ela engolir? Pode acontecer uma verdadeira tragédia caso não tenha um responsável por perto ou o socorro não chegue a tempo.

 

Para quem vende em e-commerce, o combate à pirataria traz idoneidade para a marca e coloca a empresa como autoridade no mercado, pois a pior coisa que existe é comprar alguma mercadoria online e descobrir que comprou gato por lebre.

 

No Brasil, a pirataria é forte graças aos valores baixos dos produtos e da carga tributária, já que muitos produtos entram ilegalmente no país. Por isso, investir no combate à pirataria ajuda as empresas locais a aumentarem seu faturamento e a gerarem mais empregos.

 

Como combater a pirataria na prática

 

Melhore a qualidade dos produtos

 

Quando tratamos de melhorar a qualidade de produtos fabricados e comercializados, devemos considerar desde o processo produtivo da empresa até a apresentação do produto na pós-venda.

 

Entretanto, vamos nos ater somente a aparência do produto na pós-venda, já que o intuito é trazer mais valor ao produto em comparação com os produtos falsificados.

 

Primeiramente, melhore as embalagens dos seus produtos, montando peças personalizadas e fora do mercado. Assim, o valor agregado aumenta e começa a não compensar para quem pretender falsificar o produto.

 

Depois, melhore a apresentação da mercadoria. Não é porque ele está envolvido em uma nova embalagem que as pessoas não querem um tratamento diferenciado na apresentação.

 

Quanto mais personalizado for o produto, mais se diferenciará de mercadoria falsificada e, consequentemente, maior será o valor de aquisição.

 

Por último, melhore a etiqueta da mercadoria, colocando informações personalizadas e utilizando códigos de barras específicos, fato que será citado com mais detalhes a frente.

 

Faça testes

 

Algumas mercadorias são fáceis de identificar quando são falsas, já que possuem uma imitação grosseira, com poucos detalhes semelhantes e com material de menor qualidade.

 

Entretanto, existem alguns falsificadores profissionais quando se trata de mercadorias de alto valor, por exemplo, na falsificação de cédulas. Por isso, é essencial alertar os vendedores e distribuidores sobre a importância de fazer testes nos produtos.

 

A melhor maneira de fazer isso é oferecendo amostras grátis de produtos que não tenham um valor agregado muito alto ou convidar o comerciante a fazer testes presenciais no local de fabricação, caso o valor agregado do produto seja mais elevado.

 

Assim, será possível ter noção da qualidade original do produto e estabelecer um padrão de qualidade para comprar e vender mercadorias seja via e-commerce ou loja física.

 

Além disso, o fabricante tem a garantia de saber quais dos vendedores do produto conhecem sua mercadoria original. Dessa maneira, se existir algum comerciante mal-intencionado é possível identificá-lo através dos registros de testes.

 

Ofereça garantias especiais

 

Dentre algumas das campanhas mais lendárias de combate à falsificação, podemos nos lembrar de um comercial da Semp Toshiba em que um japonês falando espanhol soltava a frase "La garnatia soy yo", famosa até hoje entre os mais velhos e jovens do país.

 

Apesar de ser antiga e utilizar um método não convencional, a propaganda tinha o objetivo de alertar os consumidores sobre as desvantagens que comprar um produto falso possui, por exemplo, a falta de garantia nas mercadorias.

 

Atualmente, empresas que desejam resolver o problema da pirataria devem informar os prazos, as condições e os procedimentos que sua garantia oferece.

 

Com isso, será possível distanciar seu produto de produtos falsificados, já que mercadoria de origem duvidosa não possui muita transparência quanto às informações de fabricação, duração e garantia.

 

Disponibilize vantagens exclusivas aos clientes

 

Hoje em dia, todos sabem que grande parte da vida acontece no meio digital, seja para trabalho, entretenimento ou relacionamentos.

 

Independentemente de as empresas brasileiras usarem ou não esse tipo de estratégia para evitar a falsificação de seus produtos, pode ser que a união do físico com o digital torne o produto exclusivo aos consumidores.

 

Imagine comprar um produto que possui um QR Code e, ao realizar o escaneamento, levar o usuário para um conteúdo premium da marca, seja em uma plataforma de cursos, jogos ou streaming?

 

Seria uma ótima idéia, não acha? Fazer parcerias com empresas desses segmentos e oferecer serviços casados. Dessa maneira, dificilmente um consumidor compraria um produto falsificado, com tantas benesses oferecidas na pós-compra por produtos originais.

 

Para chegar a esse nível de personalização de mercadoria, é essencial que sua marca utilize códigos de barras específicos. Nesse caso, recomendamos a utilização do QR Code na etiqueta das mercadorias, já que consegue transformar o código em link ao ser lido por aparelhos eletrônicos.

 

Utilize um lacre de autenticidade

 

Setores como o de modas utilizam bastante o lacre de autenticidade para tornar cada peça personalizável conforme o gosto da marca.

 

Sabe quando você compra uma peça de roupa e ela possui uma espécie de "pulseira" ao lado da etiqueta? Com algum item de alumínio e plástico?

 

Então, esse material é chamado de lacre de autenticidade e serve para trazer personalização às peças, já que será difícil para empresas falsificadoras produzir aquele material, pela dificuldade de fabricação e pelo custo elevado.

 

Além disso, é possível acelerar o processo de troca, garantia e valor do produto.

 

Apesar de possuir esse benefício, o lacre de autenticidade é recomendado apenas para médias e grandes empresas, pois a fabricação precisará ser em larga escala para que o custo se dilua na venda das mercadorias.

 

Use o código de barras

 

Caso sua empresa pretenda gerar confiabilidade na negociação de mercadorias, principalmente se for atacado ou e-commerce, utilizar o código ajuda demais nos processos de compra, venda e despacho.

 

Com o uso de códigos de barras individuais e universais como EAN-13 e UPC-12, a mercadoria passa a ter uma identidade única. Além disso, é possível descobrir todos os dados do fabricante, país de origem e dados do próprio produto.

 

Seu uso já virou exigência no momento de exportação de produtos, apesar de ainda haver falsificação dos próprios códigos de barras e dos documentos que os acompanham.

 

 

 

Os principais modelos de códigos de barras são o EAN-13, Databar, UPC-12, DUN-14, Código 128, Código 25 intercalado, QR Code e DataMatrix. Mesmo com as peculiaridades de cada modelo é possível utilizar adequadamente o código de barras para evitar o contrabando e a falsificação de mercadorias.

Uso do código de barras no combate à pirataria

 

Oferta de credibilidade

 

Ao implementar uma nova tecnologia no mercado, por exemplo, o método de pagamento eletrônico pix, é gerada muita desconfiança entre os consumidores, sobre qual será a real intenção de uso da tecnologia.

 

Quando o assunto é o uso do código de barras, a população já está acostumada a ver essa tecnologia nos produtos e é mais fácil convencê-la de seu uso para evitar falsificações.

 

Atualmente, o maior canal de obtenção de informações sobre o produto ainda é no rótulo. Existe um preparo das grandes empresas para disponibilizar todas essas informações digitalmente, assim dando maior possibilidade do cliente analisar e comparar seus produtos com os concorrentes.

 

Outro fator que tem muita relevância no Brasil é que consumidores em geral acreditam que as compras online não são tão seguras quanto presencialmente, seja por ter o produto em mãos, frete ruim ou mesmo compra de produtos falsificados.

 

Dessa forma, quando um produto vendido em um marketplace ou em e-commerce vem com os códigos de barras e descrição completa do produto, o consumidor se sente mais seguro para finalizar sua compra na plataforma digital.

 

Rastreabilidade de produtos

 

O conceito de rastreabilidade é conseguir identificar componentes de determinado produto, matérias-primas, insumos ou materiais nas etapas de produção, desde recepção, produção, transformação até a distribuição.

 

Atualmente, o método de rastreabilidade dos produtos depende do modelo que cada empresa utiliza.

 

A meta é criar um sistema global de rastreamento de mercadorias através do uso do código de barras, assim unificando as informações sobre os produtos em um único banco de dados e acelerando a comercialização entre as organizações.

 

Isso ajudará tanto empresas que comercializam no mercado, mas principalmente, negócios que exportam sua mercadoria e precisam ter o controle do destino da mercadoria.

 

Dentre essas organizações podemos citar empresas de medicamento, alimentos e bebidas, ou seja, qualquer negócio que seja responsável pela saúde dos consumidores finais.

 

Maior velocidade na verificação dos lotes

 

Devemos nos lembrar que o uso do código de barras no combate à pirataria melhora a credibilidade dos produtos e ajuda em sua rastreabilidade, fato que guia o comprador ou consumidor a descobrir se aquele produto com o código de barras descrito é realmente o informado.

 

E por último, ter uma maior velocidade na verificação dos lotes auxilia no recebimento, despacho e transporte de mercadorias.

 

Mesmo não sendo muito divulgado na mídia, o motivo principal do contrabando em portos e aeroportos é a corrupção aliada à demora no recebimento de mercadorias. Quanto mais ágil acontece esse processo, menos existe margem para o envio de mercadorias falsificadas ou sem notas fiscais.

Além disso, o envio rápido da mercadoria dá a empresa uma grande vantagem competitiva, pois o consumidor sabe que comprará o produto e logo terá sua mercadoria em mãos, o que talvez não acontecesse com mercadorias falsificadas, já que podem demorar até 45 dias úteis para chegar de uma viagem internacional, como da China.

 

Conta pra gente o que achou!

0 comentário

Deixe seu comentário

Comentário

Nome

E-mail

Quanto é 2 + 5?

NEWSLETTER

Digite seu e-mail

Não se preocupe, também não gostamos de SPAM :)